Cozinheira perde R$ 80 mil em dois meses com cassinos online: “Tudo virou uma roleta”
A promessa era uma grana extra. Mas o vício transformou a rotina dela em um jogo de azar constante e devastador
Ela queria um alívio financeiro. Encontrou o fundo do poço.
A história de uma cozinheira que perdeu R$ 80 mil em apenas dois meses apostando em cassinos online viralizou em um fórum de desabafo. Ela relatou como o vício se instalou rápido: começou com apostas de R$ 2 ou R$ 5, até perceber que tudo o que ganhava no trabalho estava indo para o jogo.
O ciclo foi cruel: perdia, apostava mais para tentar recuperar. Quando ganhava, sentia euforia e usava o lucro para tentar ganhar ainda mais. Em pouco tempo, já estava comprometendo o salário, o limite do cartão e pegando empréstimos.
❝ Eu não comia direito, não dormia. Minha cabeça girava em roleta 24h por dia. ❞
— Relato anônimo publicado no Reddit
O cassino era o celular dela. O vício, invisível.
Os cassinos online — como Fortune Tiger, Aviator, Crash, entre outros — estão a poucos cliques de qualquer pessoa com um smartphone. Com design chamativo, sons viciantes e promessas de dinheiro rápido, esses jogos foram criados para estimular impulsos emocionais e manter o usuário jogando o máximo possível.
O que poucos sabem é que, por trás da interface “divertida”, existe um sistema programado para garantir lucro à plataforma — e prejuízo ao jogador.
⚠️ Quem joga muito não está “com sorte”. Está com um problema.
Quando a cozinha virou um campo de batalha
A cozinheira contou que, enquanto preparava refeições para os outros, ela mesma passava fome, usando o celular para apostar enquanto o feijão cozinhava.
Seu humor oscilava entre raiva, apatia e esperança. E, quando finalmente se deu conta de que tinha perdido tudo, veio a vergonha, o pânico e a culpa.
Ela não contou à família. Parou de sair. Chorava sozinha no banheiro do trabalho.
O vício em apostas não tem um rosto específico. Pode ser qualquer um.
Essa história é mais comum do que parece. E é por isso que o Livre de Vício existe: para mostrar que o vício em jogos não é um problema de “quem não sabe se controlar”. É uma armadilha emocional. E precisa ser tratado com seriedade, acolhimento e apoio.



Publicar comentário