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Influenciador aposta ao vivo na CPI das Bets e reforça o perigo do Tigrinho

Durante seu depoimento, Rico Melquíades exibiu ganhos de R$ 88 no “Jogo do Tigrinho” e mostrou como o marketing dessas plataformas segue enganando e viciando pessoas


Um depoimento que virou propaganda

O que deveria ser um momento de reflexão virou mais uma cena de normalização do vício em jogos de azar. Durante seu depoimento na CPI das Bets, o influenciador Rico Melquíades resolveu apostar ao vivo no “Jogo do Tigrinho” e exibiu um pequeno lucro de R$ 88.

A cena gerou polêmica imediata nas redes sociais, com muitos apontando que o ato banalizou um problema sério. Afinal, milhares de brasileiros estão se endividando, adoecendo e até tirando a própria vida por causa desse mesmo jogo.


O marketing do vício

Esse episódio deixou claro o poder de influência digital na promoção desses jogos. Ao mostrar um pequeno ganho em rede nacional, Rico reforçou uma ilusão: a de que ganhar no Tigrinho é simples, divertido e inofensivo.

❝ A CPI existe porque vidas estão sendo destruídas por esses jogos. E, mesmo assim, um influenciador faz propaganda ali, ao vivo. É absurdo. ❞
Senadora relatora da CPI, em pronunciamento.


Por que isso é perigoso?

Ganhos eventuais são usados como isca para atrair apostadores. Mas a verdade é que as perdas superam (e muito) os ganhos. O sistema dos caça-níqueis online é programado para manter o usuário jogando cada vez mais e perdendo.

Exibir um pequeno ganho em um momento simbólico, como a CPI, só reforça a narrativa enganosa que está na raiz do problema.


Livre de Vício: seguimos alertando

Enquanto influenciadores continuarem promovendo esse tipo de conteúdo como se fosse entretenimento, o trabalho de prevenção e conscientização é ainda mais urgente.

Aqui no Livre de Vício, vamos seguir mostrando a verdade: o Tigrinho não é diversão. É armadilha.


Se você está enfrentando problemas com jogos online, peça ajuda.

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