“Vício sempre existiu”: Virginia Fonseca minimiza impacto das apostas em depoimento à CPI
A fala da influenciadora acende um alerta: banalizar o vício em jogos online só ajuda a aprofundar um problema que já é grave
O discurso que não ajuda
Em seu depoimento à CPI das Bets, a influenciadora Virginia Fonseca afirmou que “o vício sempre existiu”, numa tentativa de minimizar sua responsabilidade ao promover jogos de aposta online.
Embora seja verdade que vícios em geral existam há muito tempo, o argumento ignora um fator crucial: a facilidade e a intensidade com que jogos como o “Jogo do Tigrinho” viciam e destroem vidas na era digital.
Influência + tecnologia = risco ampliado
Virginia tem milhões de seguidores muitos deles jovens e vulneráveis. Ao promover plataformas de apostas como algo normal e divertido, ela contribui para o aliciamento de novas vítimas.
❝ Dizer que “sempre existiu” não justifica lucrar com a promoção de um jogo que está levando pessoas ao suicídio. ❞
— Especialista ouvido pela CPI.
O problema é hoje. E é grave.
O vício em apostas online não é comparável ao de jogos presenciais de décadas atrás. Hoje:
- o acesso é instantâneo (via celular);
- as plataformas usam mecânicas de manipulação comportamental (gamificação);
- influenciadores reforçam a cultura da aposta como estilo de vida.
O resultado? Endividamento, depressão e tragédias em série.
Livre de Vício: o que combatemos aqui
Enquanto houver quem banalize ou normalize esse cenário, nosso papel é claro: denunciar, informar, acolher e alertar.
Porque a verdade é simples: isso não é “entretenimento” inocente. É um problema de saúde pública.



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